TÉCNICAS DE PINTURA


São diversas as técnicas que podemos empregar para decorar nossas esculturas ou modelos, dependendo da escolha de cada um deles, do resultado pretendido, pois cada modelo se adapta mais a um tipo de tinta que a outra.
Devemos lembrar que alguns modelistas gostam das superfícies limpas e polidas, outros, preferem os acabamentos “sujos” e desgastados, inclusive com manchas de barro, graxa, pó, etc.

Pincéis - Recomendamos os de forma redonda e os planos ou quadrados, sendo os de numeração mais ampla, 6, 8, 10, ideais para cobrir superfícies grandes. Não devemos tentar pintar um plano grande com um pincel fino, pois o acabamento não terá boa qualidade, visto que as pinceladas devem ter movimentos rápidos e contínuos em ambas as direções, isto é, uma pincelada para frente e outra para trás, misturando com a anterior, e assim sucessivamente.
É importante que todas as pinceladas sigam o mesmo sentido, pois se não o acabamento sairá cruzado ou remontado, ficando feio ao secar.

TÉCNICA – PINTURA PLANA

É a técnica mais utilizada e a mais simples. Precisaremos de um pincel plano e suave de pelos naturais de um tamanho razoável (5 a 10 mm). Procure não carrega-lo demais. Depois começaremos a pintar a escultura ou modelo seguindo sempre uma direção de forma lógica. Não devemos insistir sobre uma área já pintada até que esteja completamente seca. Finalmente aconselhamos deixar a peça secar numa zona coberta com uma caixa tapada, se não pegará poeira, tão abundante no meio ambiente.

TÉCNICA DO PINCEL SECO – Esta é uma técnica mais utilizada para os carros blindados e veículos similares, sendo utilizada em outro tipo de maquete em casos muito determinados. Como exemplo usaremos a pintura de um veículo, podendo ser aplicado nas esculturas também: Acabado totalmente o modelo lhe daremos uma mão de tinta plana da cor real do veículo, procurando que fique um pouco mais escuro que o original. Após secar, iremos repassando todas as saliências como parafusos, escotilhas, etc. Com a tinta mais diluída de cor mais escura do que a tinta base, deixe que a mesma estenda-se pelas bordas dos pequenos detalhes. Tudo isto faremos com a ajuda de um pequeno pincel de ponta. Depois deixaremos que tudo fique bem seco. Finalmente e com a ajuda de um pincel plano quadrado, daremos uma capa de pintura de um tom mais claro que a cor real. Esta capa só a aplicaremos superficialmente, isto é, molhando o pincel levemente, limpando-o com um pano e passando suavemente sobre as superfícies em relevo, clareando cada vez mais o tom da cor, fazendo ressaltar os detalhes.

TÉCNICA DO PINCEL FRESCO – Esta é uma técnica trabalhosa e pouco usada, baseada na mistura de cores sobre a superfície do modelo enquanto a pintura ainda está úmida. Requer muita rapidez na execução, sendo imprescindível um pincel redondo de ponta quadrada ou um quadrado e grosso. Convém começarmos pelas cores escuras, pois são mais fáceis de clarear. As tintas são misturadas ainda molhadas.

TÉCNICA DA AGUADA – Como próprio nome indica o princípio desta forma de pintar consiste numa insistente utilização dos dissolventes. Devemos começar o processo aplicando sobre o modelo uma camada uniforme de tinta e depois de totalmente seca. Em seguida aplicaremos camadas de pintura muito soltas pelos lugares escolhidos, até conseguirmos uma aparência de ferro-velho.

PÁTINAS – Uma pátina, em geral, é um recobrimento que adquirem os objetos com o passar do tempo e consiste numa acumulação sobre os mesmos de sujeira, ferrugem etc. Costuma depositar-se nas zonas de baixo relevo e em zonas pouco acessíveis, ainda que também sobre as superfícies em relevo, para imitar tal processo sem ter que esperar várias gerações. Um produto bastante usado é o “Betume”, produto líquido em maior ou menor medida segundo a quantidade de aguarrás agregada. Sua aplicação é em geral com pincel ou pano e devemos realizá-la quando estiver muito seca a mão de pintura aplicada ao modelo. O betume, também chamado “betum da Judéia”, pode ser utilizado de duas formas: a primeira é aplicar uma camada sobre toda a superfície que desejamos patinar e ao secar este, elimina-lo parcialmente com um pano suave, umedecido levemente em aguarrás, procurando não exagerar na quantidade e na força, para não retirarmos toda a pintura.

VERNIZES – A aplicação do verniz é uma parte importante no acabamento de uma maquete. Diremos que para que ela fique perfeita só é preciso que a pintura sobre a qual aplicaremos o verniz esteja completamente seca. Para as esculturas utilizamos o verniz acrílico brilhante em aerossol.

 

IMITAÇÃO DE METAIS

IMITAÇÃO DO FERRO – Primeiro você deve pintar com preto a peça que se deseja dar aparência de ferro. Raspe em seguida a ponta de um lápis, e sem esperar que a tinta seque esfregue a grafite na peça, fazendo com que a grafite fique impregnada na tinta.

IMITAÇÃO DO BRONZE – Existem três tipos básicos de bronze:
Bronze sem polimento – Consegue-se mediante uma mistura de marrom, verde, vermelho e um pouco de purpurina de ouro amarelo ou ouro avermelhado, segundo a tonalidade que se deseja. A cor do bronze mais comum é semelhante ao cobre. Nesta mistura de tintas predominará a cor ocre, de modo que o resultado seja escuro, sem chegar ao preto, podendo se escolher também a gama do verde ao vermelho.

Bronze Enferrujado – Primeiro passe uma mão de verde muito claro. Depois, com um pincel aplique a cor seguinte, fazendo com que as zonas profundas e nos cantos da peça se veja a cor verde de fundo.

Bronze Polido – Aplica-se à peça o primeiro procedimento e se deixa secar completamente. Depois, com a cor ouro amarelo e pincel quase seco, se varrerá suavemente a peça, sem chegar a cobrir a cor base. Nas zonas mais salientes poderá ser aplicado o ouro puro, diluindo os contornos. Aqui também a intensidade do polimento depende da vontade do modelista.

PRATA VELHA – Primeiro passe uma base de cor preta e espere secar. Depois, com pincel, cubra suavemente a superfície da peça, deixando o preto aparecer nas partes mais profundas. O mesmo procedimento se pode conseguir utilizando diretamente esta pintura ou com pintura de prata à qual depois se dará o acabamento com o verniz.


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